Uma (re)iniciação à estética como ensino de filosofia: da transfiguração do movimento armorial de Ariano Suassuna às fenomenologias dos imaginários contemporâneos

Informações

Autor(es)
ROCHA, Gabriel Kafure da; SILVA, Emival Tibúrcio; AQUINO, Nelcino Henrique Nascimento de.
Ano de Publicação
2026

A obra Uma (re)iniciação à estética como ensino de filosofia: da transfiguração do movimento armorial de Ariano Suassuna às fenomenologias dos imaginários contemporâneos, autoria de Gabriel Kafure da Rocha, Emival Tibúrcio Silva e Nelcino Henrique Nascimento de Aquino, foi publicada pela Editora Fi em 2026 (193 p.). O livro deriva de investigações desenvolvidas no Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), vinculadas ao PROF-FILO e a projetos de iniciação tecnológica financiados por agências de fomento como CAPES, CNPq e FACEPE.

Estruturada em duas seções centrais, a publicação empreende, na Parte I, o confronto conceitual entre o pensamento estético-filosófico de Ariano Suassuna, expresso no manual Iniciação à Estética (1975), e autores canônicos da tradição moderna e contemporânea, como Friedrich Hegel, Gaston Bachelard, Theodor Adorno, Maurice Merleau-Ponty, Evaldo Coutinho e Alain Badiou. Na Parte II, o trabalho volta-se à transposição didática, articulando a teoria armorial, o sertão mítico e a literatura suassuniana (como O Romance d’A Pedra do Reino) com proposições metodológicas para as salas de aula da Educação Básica. A obra conta ainda com animações chamadas “Filosofia Animada”, que dramatizam com a estética dos quadrinhos passagens anedóticas dos filósofos mencionados e de Ariano Suassuna. Basta ler o QRCode no próprio livro através do celular e se deleitar com as animações.

A contribuição da obra para a área

Sua contribuição reside na superação do senso comum de que “gosto não se discute”, fornecendo subsídios teóricos e práticos para que o docente atue como mediador da experiência estética no Ensino Médio. Em consonância com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e currículos estaduais, a pesquisa demonstra como o ecossistema cultural brasileiro e o patrimônio popular armorial podem funcionar como dispositivos pedagógicos de emancipação crítica contra a estandardização imposta pela Indústria Cultural.

Gabriel Kafure da Rocha é doutor em Filosofia (UFRN), docente do IFSertãoPE, atuante no PROF-FILO e no PPGFIL/UECE, bolsista de produtividade FACEPE e vice-presidente da ABEFil (gestão 2024-2026).

Emival Tibúrcio Silva é pesquisador de graduação e bolsista de Iniciação Tecnológica (PIBITI/CNPq) no projeto “Filosofia Animada”.

Nelcino Henrique Nascimento de Aquino é mestre pelo PROF-FILO (IFSertãoPE) e professor efetivo da rede pública estadual de Pernambuco.

Referência e Conteúdo

Referência Completa
ROCHA, Gabriel Kafure da; SILVA, Emival Tibúrcio; AQUINO, Nelcino Henrique Nascimento de. Uma (re)iniciação à estética como ensino de filosofia: da transfiguração do movimento armorial de Ariano Suassuna às fenomenologias dos imaginários contemporâneos. Cachoeirinha: Editora Fi, 2026. 193 p. ISBN 978-65-5272-294-2. DOI 10.22350/9786552722942. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1E63GKbB0YyUsYEi1u2JXppE_bQEsXQAm/view.
Resumo
(Extraído da apresentação no site da Editora)

Como levar o encantamento da Estética e o rigor da Filosofia da Arte para a sala de aula? Em "Uma (Re)iniciação à estética como Ensino de Filosofia: Da transfiguração do movimento armorial de Ariano Suassuna às Fenomenologias dos imaginários contemporâneos", Gabriel Kafure da Rocha, Emival Tibúrcio Silva e Nelcino Henrique de Aquino propõem uma jornada inovadora e profundamente enraizada na cultura brasileira.
A obra resgata o manual "Iniciação à Estética" de Ariano Suassuna, colocando o célebre escritor paraibano em diálogo profícuo com gigantes do pensamento moderno e contemporâneo. Na Primeira Parte, o leitor é convidado a explorar convergências e embates fascinantes: a hierarquia das artes de Hegel, a poética de Bachelard, a resistência à Indústria Cultural de Adorno, a fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty, o solipsismo de Evaldo Coutinho e a inestética de Badiou, sempre em espelhamento com a arte armorial e o sertão mítico de Suassuna.
Na Segunda Parte, o livro revela sua vigorosa vocação pedagógica ao realizar a transposição didática desse rico universo para o Ensino Médio. Os autores demonstram como as narrativas culturais e a literatura — especialmente "O Romance d'A Pedra do Reino" — podem atuar como dispositivos de experiência filosófica, emancipando a juventude e estimulando o pensamento crítico perante a massificação cultural.
Muito mais do que um estudo acadêmico, esta obra é um manifesto pela valorização da nossa identidade e um convite irrecusável a educadores e estudantes: o de transformar o chão da escola em um palco onde a filosofia, a arte popular e o erudito se encontram para redimir a existência por meio da Beleza.
C294 – Gabriel Kafure_capa
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