Por uma filosofia afro-pindorâmica criacional: horizontes políticos entre ensinar, aprender e lutar

Informações

Autor(es)
FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson
Ano de Publicação
2025

Referência Completa

FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Por uma filosofia afro-pindorâmica criacional: horizontes políticos entre ensinar, aprender e lutar. Revista Polyphonía, Goiânia, v. 35, n. 1, p. 105–121, 2025. DOI: 10.5216/rp.v35i1.83235. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sv/article/view/83235.

Resumo
Este artigo analisa criticamente a captura da educação pela racionalidade neoliberal, que a reduz a um processo de adestramento para o trabalho precarizado, aprofundando violências coloniais. Em contraponto, mobiliza o pensamento de Nêgo Bispo (Antônio Bispo dos Santos), distinguindo a “criação” – processo orgânico e comunitário de formação – do “adestramento” hegemônico. Em contraposição a esta aproximação entre o trabalho opressivo e a educação, o artigo aborda as filosofias vagabundas como recusa política e epistêmica à lógica do trabalho alienado, em diálogo com perspectivas africanas sobre o trabalho. Como horizonte alternativo, propomos uma Filosofia afro-pindorâmica criacional, fundamentada na confluência das lutas e saberes de povos africanos – do continente e em diáspora – e povos indígenas. Articula princípios educativos baseados na oralidade, corporeidade, ancestralidade, relação com o território e na indissociabilidade entre aprender e lutar. O trabalho visa contribuir para a construção de referenciais contracoloniais e antirracistas para o campo em torno das reflexões filosóficas sobre a formação.
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