Reconsidering school in painful times: an ending-beginning conversation
Informações
Autor(es)
KOHAN, Walter Omar; KENNEDY, David.
Ano de Publicação
2025
Referência Completa
KOHAN, Walter Omar; KENNEDY, David. reconsidering school in painful times: an ending-beginning conversation. CHILDHOOD & PHILOSPHY, v. 21, p. 1-28, 2025.
Disponível em : https://www.e-publicacoes.uerj.br/childhood/article/view/90574
Resumo
Este artigo consiste em uma conversa epistolar entre dois estudiosos experientes no campo da filosofia da infância, abordando diferentes dimensões da escolarização. Partindo de um diagnóstico compartilhado do estado atual do mundo, onde prevalecem a ganância, a mendacidade, a corrupção, o cinismo, a crueldade e a violência na política e no discurso público, realiza-se uma busca conjunta por um (novo) começo, um outro mundo – um novum. O conceito de infância desempenha um papel central nessa conversa, inspirada pelo pensamento utópico de diversos intelectuais proféticos: Deleuze e Guattari e o “devir-criança”; a “alegria” de Spinoza; a “nova sensibilidade” de Marcuse; a “renovação da percepção” romântica ou a “limpeza” das “portas da percepção” de William Blake; a relação de Paulo Freire com o conceito de “começo”; e o círculo “começo-meio-começo” de Nego Bispo. Discute-se o conteúdo e a forma de uma carta de intenções geral dirigida aos adultos que participam da formação de uma hipotética escola utópica, imaginando a relação dessa escola com o espaço e o tempo vividos, o corpo, os animais, as plantas, o amor, a amizade, a igualdade, a esperança, a errante, a alegria, o questionamento, a escuta, a criação e o sonho. Nesse mesmo contexto, apresenta-se o conhecido experimento antirracista de Jane Elliot, na década de 1960, sobre a diferença entre olhos azuis e castanhos, a fim de problematizar o poder da escola como uma comunidade intencional de adultos e crianças que pode se auto-organizar para funcionar como um terreno potencial para a transformação pessoal e social, tanto para alunos quanto para professores. A conversa termina, paradoxalmente, com a afirmação do início como uma força infantil na educação.





