Ensino de Filosofia e seus problemas
Informações
Autor(es)
OLIVEIRA, Damião Bezerra; DE BRITO, Maria dos Remédios (Org.).
Ano de Publicação
2024
Teste de resenha
Referência e Conteúdo
Referência Completa
OLIVEIRA, Damião Bezerra; DE BRITO, Maria dos Remédio (Org.). Ensino de Filosofia e seus problemas. Belém: RFB, 2024. Disponível em: https://www.rfbeditora.com/_files/ugd/baca0d_54bbfc664fd443c281d73940cc15feed.pdf.
Resumo
(Trecho da apresetnação do Livro)
As reflexões aqui apresentadas deixam ver uma indisfarçável complexidade do ensino da filosofia como fenômeno histórico, sociocultural, político, que remete também às dimensões psicológica e técnica. Ao que parece, somente um diálogo interdisciplinar mostra-se capaz de revelar o que se coloca realmente em jogo no ensino efetivo da Filosofia, alertando os pesquisadores e estudiosos de diversas áreas que se ocupam com o tema para a necessidade de evitar reducionismos e simplificações. Sem dúvida, a própria Filosofia é uma interlocutora privilegiada nesse diálogo, e para manter a sua relevância precisa fugir de todo e qualquer fechamento disciplinar.
No debate acerca da formação de professores se fez muitos elogios, particularmente a partir da década de 1990, ao professor-pesquisador ou reflexivo. Ora, na prática do professor de Filosofia esse “conhece-te a ti mesmo” é uma exigência: a atitude de questionamento, de investigação e de reflexão, inclusive acerca do que fazemos, mostra-se uma condição indispensável ao ensino de Filosofia. O professor-filósofo assume a necessidade de pensar o seu fazer. O grande ensinamento acerca do ensino da Filosofia se encontra no mestre que afirmava nunca ter ensinado nada a ninguém, jamais ter transmitido qualquer saber, mas que se dedicava apenas a provocar o pensar, como se esse fosse uma espécie de “choque” que se transmite do educador ao educando.
As reflexões aqui apresentadas deixam ver uma indisfarçável complexidade do ensino da filosofia como fenômeno histórico, sociocultural, político, que remete também às dimensões psicológica e técnica. Ao que parece, somente um diálogo interdisciplinar mostra-se capaz de revelar o que se coloca realmente em jogo no ensino efetivo da Filosofia, alertando os pesquisadores e estudiosos de diversas áreas que se ocupam com o tema para a necessidade de evitar reducionismos e simplificações. Sem dúvida, a própria Filosofia é uma interlocutora privilegiada nesse diálogo, e para manter a sua relevância precisa fugir de todo e qualquer fechamento disciplinar.
No debate acerca da formação de professores se fez muitos elogios, particularmente a partir da década de 1990, ao professor-pesquisador ou reflexivo. Ora, na prática do professor de Filosofia esse “conhece-te a ti mesmo” é uma exigência: a atitude de questionamento, de investigação e de reflexão, inclusive acerca do que fazemos, mostra-se uma condição indispensável ao ensino de Filosofia. O professor-filósofo assume a necessidade de pensar o seu fazer. O grande ensinamento acerca do ensino da Filosofia se encontra no mestre que afirmava nunca ter ensinado nada a ninguém, jamais ter transmitido qualquer saber, mas que se dedicava apenas a provocar o pensar, como se esse fosse uma espécie de “choque” que se transmite do educador ao educando.




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