Do ensino de filosofia para o ensino de filosofi@: tessituras possíveis e necessárias

Informações

Autor(es)
Jobim, Andrews Dubois; Giraffa, Lucia
Ano de Publicação
2022

Referência e Conteúdo

Referência Completa
JOBIM, Andrews Dubois; GIRAFFA, Lucia. Do ensino de filosofia para o ensino de filosofi@: tessituras possíveis e necessárias. São Paulo: Vecher EduCom, 2022. 80 p. ISBN 978-65-84591-15-8. DOI: https://doi.org/10.47585/ensinodefilosofia. Disponível em: https://editora.vecher.com.br/index.php/vel/pt_BR/catalog/book/28.
Resumo
Fruto da pesquisa de doutorado de Andrews Dubois Jobim desenvolvida sob orientação da Profa. Dra. Lucia Giraffa no Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGEdu/PUCRS, no âmbito do Grupo ARGOS e com apoio do CNPq), a obra enfrenta o desafio urgente de pensar a aproximação e a integração entre o ensino de filosofia e as tecnologias digitais na contemporaneidade, cenário profundamente tensionado e acelerado pelas transformações decorrentes da pandemia de COVID-19.

Recusando tanto a postura tecnofóbica — que enxerga os aparatos digitais apenas como fontes de distração e exige anacronicamente a desconexão dos estudantes para que possam aprender — quanto o deslumbramento tecnicista acrítico, o livro propõe uma reflexão situada sobre a práxis docente a partir de uma rigorosa Revisão Sistemática de Literatura (RSL) sobre o estado da arte do tema no Brasil.

No plano teórico-filosófico, os autores estabelecem um diálogo transdisciplinar consistente que articula a filosofia da diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari (especialmente as noções de virtualidade e de filosofia como criação de conceitos), a teoria da cibercultura e da inteligência coletiva de Pierre Lévy e a filosofia da técnica de Álvaro Vieira Pinto (analisando suas quatro concepções de técnica e desmistificando a ideologia da técnica). A partir dessa tessitura, a obra problematiza os limites da tradição hegemônica do ensino de filosofia, historicamente aprisionada à linearidade do texto impresso, à autoria solitária e ao modelo transmissivo "um-todos".

Em contrapartida, sustenta a necessidade de virtualização hipertextual do pensamento, defendendo que a criação conceitual em sala de aula pode se manifestar de modo colaborativo, descontínuo e multimodal por meio de múltiplos formatos (vídeos, áudios, infográficos e narrativas digitais em rede). Constitui, assim, o alicerce teórico e ontológico basilar sobre o qual se edifica, posteriormente, a proposta metodológica do Ensino de filosofia hipermidiático: guia do docente (2024).
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